sexta-feira, 28 de agosto de 2009

de repente, a vida vira festa!


Tudo é tão caótico, que é melhor não explicar. Entender o que não tem explicação é inviavel. Me inspiro para levar a vida com Osho e Sêneca, entre virtudes, equilibrio, caminho do meio, desapego, a irrelevancia das mesquinharias e a supremacia do bem. As coisas inexplicaveis que devem ser vividas. Admito a força que Crowley nos leva a retirar do interior e também a organização estimulada por Covey. Muitas vezes os autores trafegam pelo obvio, o que esta estampado frente aos olhos, e simplesmente precisamos aplicar.
Fui aplicando essas coisas simples à vida, traçando metas tangiveis e beneficas. A essencia humana tem alegria e felicidade, dessa forma, coisas que nos deixam pra baixo devem ser ignoradas, simplificadas e reduzidas a nada. Ou quem sabe, resolvidas rapidamente, o que não pode ser resolvido, deve ser esquecido – simples assim.
Dessa forma, damos e abrimos espaço ao novo, ao experimento, a alegria.
Coisas que nem sempre são novidades, mas que precisam de espaço para fluir, crescer e contagiar.
Alegria contagia. E é uma delicia quando nossa felicidade interior encontra outra felicidade, esse encontro gera um ambiente Alegre – e a vida vira festa!
São festas de encontros, reencontros e despedidas (sim, as vezes alguns vão embora antes do fim).
Festas de descobertas e de novos conhecimentos.
Festas experimentais.
É como ter a vida embalada por uma deliciosa batida eletronica, num ritmo psicodelico que faz tudo parecer um sonho.E como sempre, são coisas simples e disponiveis que deixam a vida assim. Uma festa continuum-suave.

Como num jogo de palavras, podemos visualizar uma vida com paz, desapego, amor, liberdade, felicidade, amor, alegria, parceria, complexidade e simplicidade, extremos e meio, cinestesia, evolução, revolução, razão e emoção, sonhar acordado... nada a preocupar e tudo para viver.
Porque a vida tornou uma deliciosa festa!
e...
AMO MUITO TUDO ISSO!

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Chile 2



Ao falar em CHILE, muita coisa vem a mente... dessas muitas vou falar de tres - Neve, Vinhos e Festas!
Com a indicação de outros brasileiros (Prux, Nino e Nassib) que conheci no Che Lagarto (hostel), fomos fazer snowboard em Farellones. Tudo bem, eles fizeram, eu fiquei nos tombos. Mas valeu o dia.

Pra quem tiver tempo, vale a dica - Não feche pacote. Alugue o material (prancha, sky, roupas) numa loja em Santiago (La Pica del Esqui), alugue um carro e vá na cara e na coragem. Para nós, dois dias nesse esquema saiu mais barato (metade!) que o pacote de um dia com agencias. Valeu mesmo galera! Foi muito bom!







Deslizandoooo


A viatura de transporte...


Animação pelo caminho

O passeio pelas vinicolas teria sido melhor se fosse de carro locado... tem varias no caminho para Valparaiso. Mas valeu o pacote.
Tomando vinho....
Casilero del Diablo - e El Capeton ao fundo! Sinistroooo


Adega da Concha e Toro

E as festas... bom... isso não da para explicar muito... mas a melhor de todas sem duvida é a balada itinerante http://www.miercolespo.cl/ (não tenho fotos dela, mas confira o site)



Alegria vem em caixas!!!

Dicas - Os melhores points da cidade são - Av. Brasil, Av. Suecia, Bairro Providencia. Muitas opções para virar a madrugada todos os dias da semana (tipo Sampa). Conte mais com a simpatia que com a beleza dos Micocos e Micocas.
Os preços em geral são muito parecidos com os do Brasil.
O Chile não é um lugar para apreciar a gastronomia, mas sim as bebidas - Vinho e Pisco.
Alguns passeios que valem a pena fazer na cidade - Visitar os Cerros, Mercado Central (sei la como, mas eles olham pra nossa cara e sabem que somos brasileiros (e digno de nota, tem muito brasileiro trabalhando no mercado e night de Santiago), Plaza de las Armas (não deixe de visitar a igreja, um show de arte barroca).
O transporte urbano (trem e bus) de Santiago funciona muito bem! (taxis não costumam sair caro).
Do aeroporto para a cidade, tem lotação, barata, rápida e funcional. (1400 pesos).
Eles adoram futebol!
O transito deles é estressante no fim de tarde.






Chile - Parte 1


Adoro viajar!
Mas essa viagem teve aspectos diferentes. Teve amigos, festas, baladas, diversão, esportes radicais, gente nova que passou, gente que veio pra ficar.
O Chile não é um país que se conhece de uma só viagem. Essa foi apenas a primeira - juro que volto! Explorei apenas a região de Santiago, Valparaiso, Viña del Mar, Farellones, Vinicolas e as festas de Santiago.

Creio que as imagens expressarão bem como foi -
Em primeiro lugar, quero deixar claro que o Chile é uma delicia!

Outra coisa que não posso deixar de mencionar, de maneira geral os chilenos são extremamente receptivos, dispostos a conversas e ajudar no que for necessario, e gostam do brasileiros. Abaixo, Dani do Hostel Che Lagarto - um show de simpatia.

Como visitei no inverno, pouco sobrou do visual "vermelho" de outono, mas essa amostra da pra sentir como a cidade deve ser bonita nessa epoca do ano.

Por falar em cidade bonita, tenho que destacar a limpeza e a organização, outro ponto importante, la não parece existir uma desarmonia social tão grande quanto no Brasil. O visual abaixo é do Cerro San Cristoban. A imagem da pré cordilheira, coberta de neve, ao fundo enche os olhos de qualquer canto da cidade.


Bonita também é Viña Del Mar. O visual do Oceano Pacifico foi show. Primeira vez que vejo o por do sol no mar.
O mar em vermelho...

O ceu em vermelho...
Um navio atravessando o vermelho...
Puts... Lindo demais!


















sexta-feira, 31 de julho de 2009

A viagem, o mundo e tudo mais

Tudo é importante - A paisagem, a viagem, o destino, como e com quem viajamos... e a forma como viajamos!

Escrevo esse post de hoje, pensando nessa musica - Something for Nothing (Rush)

Waiting for the winds of change
To sweep the clouds away
Waiting for the rainbow's end
To cast its gold your way
Countless ways
You pass the days
Waiting for someone to call
And turn your world around
Looking for an answer to
The question you have found
Looking for
An open door
You don't get something for nothing
You don't get freedom for free
You won't get wise
With the sleep still in your eyes
No matter what your dreams might be
What you own is your own kingdom
What you do is your own glory
What you love is your own power
What you live is your own story
In your head is the answer
Let it guide you along
Let your heart be the anchor
And the beat of your own song


O processo da vida é viagem e estrada. Einsten já dizia que se ficarmos sentadinhos numa cadeira ou mesmo dormindo confortavelmente na nossa cama... estamos na nossa nave mãe – o Planeta Terra, viajando ao redor do Sol, este por outro lado viajando pela galaxia, e a galaxia sempre expandindo. Na maioria do tempo nem pensamos nisso, mas a viagem segue involuntariamente.
R e l a t i v i d a d e.
Nosso campo de visão é limitado para perceber todo mecanismo extra-galactico. Nem as variações quanticas percebemos. E o pior (ou melhor?) podemos não perceber, mas somos afetados. E disso vem as teorias de campos magneticos, setores zodiacais, moleculas quanticas, virus e deuses invisiveis – nos protegendo, influenciando e sacaneando.
Prefiro contar com o que esta ao alcance da minha visão, e expandir minha mente pelas experiencias. E aí, entram as coisas que me são palpaveis e reais neste momento de existencia. Viajar, conhecer, contemplar, vivenciar, experimentar, trocar, interagir, externar, absorver e varios outros verbos bons de conjugar.
Não faço ideia do que vem a seguir – e a vida segue. Não consigo esperar pelo quê deuses e astros reservam, então sigo fazendo minha historia.
Aprendi a acreditar nas pessoas, mas não conto com elas, não espero por seus atos para tomar minhas decisões. Sempre é movimento. Não existe nada estagnado. Relativamente tudo aparenta estar parado, mas não está, a realidade é que tudo move... e rápido. Existe uma distancia continua entre os pontos, mas segue desordenado e caotico, cada mente com uma decisão. Minhas decisões – volateis, caoticas e não criveis – como qualquer outra.
Conte apenas com o que voce realmente tem – ou seja, o que és. Porque o externo não tens.
Conquiste coisas na memoria.
Não precisa possuir nada, tudo já é parte de um todo – e mundo não é seu, é voce.
Mas, euzinho, minha consciencia segue – sem contar, absorvendo, vivenciando e explorando o mundo do qual faço parte.
E nessa viagem, por todo esse multiverso quantico, interagimos ou deixamos de importar.


... next, next, next... Finish!

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Circumstances


Traçamos objetivos, fazemos escolhas, mudamos os nossos e os outros destinos, crescemos, evoluímos e tudo continua exatamente igual. A mudança só ocorre no intimo. Mudamos por dentro, quebramos paradigmas, outras percepções... mas o mundo segue igual. Tudo como sempre foi – poder, mentiras, corrupção ou idealismos, paz e amor.
Todos guerreiam, mutilam e privam.
Todos amam, unem e procriam.
Uma mesmice de multiplicidades complexas interligadas por pessoas únicas em si mesmas. Em ritmos diferentes, alguns batalham arduamente sem sair do lugar, ou fluem por horizontes e a cada dia assumimos papeis diferentes, depende de quem vê.
Somos deuses, tiranos, escravos, lideres, amantes, construtores, destruidores (e tudo mais) de nos mesmos e do mundo em torno de nós. Em momentos somos o centro e em outros tempos o satélite. Somos tudo ao mesmo tempo.
Mil revoluções e nada muda. A menos que a mudança seja interior.

Circumstances
Rush
Composição: peart

A boy alone, so far from home,
Endless rooftops from my window.
I felt the gloom of empty rooms
On rainy afternoons.
Sometimes, in confusion,
I felt so lost and disillusioned,
Innocence gave me confidence
To go up against reality.
All the same, we take our chances,
Laughed at by Time,
Tricked by Circumstances.
Plus ca change,
Plus c'est la meme chose,
The more that things change,
The more they stay the same.
Now I've gained some understanding
Of the only world that we see.
Things that I once dreamed of
Have become reality.
These walls that still surround me
Still contain the same old me,
Just one more who's searching for a world that ought to be.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

ah, se vou!


Taca Fogo
Tihuana
Composição: Roman/egypcio/léo/baia/pg
Sinto saudade do gosto do beijo
Molhado na boca com essa canção
Sinto saudade do gosto do beijo na boca
Molhado com essa canção
Quero viver, ver e ouvir as coisas de outra maneira
Não me prender a uma só visão, doidera
Tô viajando na moral, olhando a vida ao meu redor
Com você eu me sinto tão bem, já não me sinto só
Tenho saudade das noites perfeitas, regadas à tudo de bom
As coisas que agente acredita, verdades, mentiras ou não
Me dê por favor, taca fogo!
Me dê meu amor, taca fogo!
Pode gritar que eu fui pra rua viver
Fui ver o mar com a luz da lua
Mas não adianta você vir e me dizer o que fazer
Porque agora eu não vou fazer nada, nada, nada...
Catch a fire baby, catch a fire tonight...
.
.
.
Excesso de liberdade gera excesso de opções
Muitas opções e escolhas geram duvidas
O incrivel inferno do dilema - "O demonio da vida te dá cem portas, você escolhe uma, e vive das saudades das outras 99" (Fernando Sabino).
E todos os dias são assim. Vamos escolhendo, cercando, sendo escolhidos, permitindo, deixando que as coisas partam - e escrevo tudo pensando em destinos de viagem - Amsterdan fica pra outra ocasião. Tão outra ocasião quanto o Belo Horizonte que eu não quis ir hoje. Nesse fim de semana é como se uma pedra estivesse amarrada nos pés (aquelas bolas de ferro nos pés dos presidiarios). Mas fico por ficar. Vontade de não ir. Mas amanhã, pela madrugada a estrada me aguarda.
Caminhos frios. Motor 1.8 entre serras e curvas. Baixadas. E os mesmos pesos que fixam os pés em casa hoje, pesarão no acelerador... ah, vai saber!? :)
E eu aqui, nessa noite fria, ouvindo Tihuana, pensando em vinho, reggae, cogumelos, duendes e olhando outros roteiros - calor, frio, praia, montanhas, gelo e neve, muito sol, vento, protetor solar, lã, regata, bota, havaianas, sotaque portenho, sotaque cantado, trilhas, meu país, outro país...
Mas que eu vou... vou!

terça-feira, 23 de junho de 2009


Assim como já fiz um post à primavera, não posso deixar passar despercebido aquela estação que a precede – e começou ontem! O Inverno!
Época em que o sol passa tímido, o céu esta limpo, sem nuvens, mas o astro parece iluminar apenas o teto, e deixa a terra por conta de sombras imensas, por onde ventos gélidos nos perseguem, congelando o corpo, a mente e a alma.
O desejo de nos aquecer aumenta. Se o sol não acalenta, vamos buscar o Sol contido em botiglas, fermentado ou destilado. O sol do conhaque, do vinho, do whisky, da vodka e das cervejas bocks que dão o ar da graça somente nesta época do ano.
Aquecimento etílico ou corpóreo. Apesar do frio no clima, queremos aquecer o coração. Parece que uma carência coletiva toma conta da humanidade. Conseguimos até encarar o verão sozinho, mas não o inverno.
Será que estamos realmente conectados ao astro solar?
Será que estamos realmente conectados a gaia?
Ficamos isolados disso. Termocidade!
E mais uma vez, artifícios, aquecimentos vem em garrafas ou do compartilhamento de orelhas. (subjetivo e entrelinhas).

Entendo que o inverno tenha sua função hibernativa, uma quietude para a alma. Como se fosse um tempo de descanso. Aquela imagem típica – Tv ligada, um filminho besta na tela, um cha quente ao lado ou (essa é pra quem pode um pouco mais) lareira e vinho. Ficar debaixo das cobertas lendo um bom livro, ou para os mais dispostos – Aproveitar que a academia esta vazia e malhar!
As opções não acabam.
O inverno tem seu charme e elegância.
Abaixa o meu astral, sem duvidas, mas estimula a minha criatividade para não me entregar.
Inverno – e os pensamentos são sobre moletons, lãs, agasalhos, neve, extremos, Campos do Jordão, Monte Verde, Argentina ou quem sabe, desistir disso tudo e ir para outros trópicos?
De repente, a musica do Tianastacia me vem à mente (talvez você conheça a versão do Jota Quest) – “E se você quiser saber pra onde eu vou, pra onde tenha sol, é pra lá que eu vou”.
Pois é... Eu vou!
Instintos migratórios. Vou em busca do Sol. Fotos com cores vivas, Tons vivos.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Interseções


As linhas divisorias são finas. Marcam e dividem territorios, mapas, eventos e tempos.
Nem sempre são finas. Linhas divisórias nem sempre existem, e alguns eventos ficam sem um marco definido. Dificeis de definir onde começa ou finda algo.
Essas linhas invisiveis são as que causam discordias. Como definir os territorios?
Onde exatamente fica o fim do dia e o inicio da noite?
Onde termina o amor e começa o odio?

É nessa penumbra que habitam os fantasmas. Criaturas de ambos mundos se misturam, confabulam, armam seus esquemas, caem em contradições e invadem territorios.
É no entardecer de verão que vemos o sol se por lentamente enquanto as primeiras estrelas surgem. Nuvens brancas, nuvens avermelhadas, nuvens escuras. Tudo em transição.

Onde termina o desejo e começa a apatia ou o desprezo?
Coisas dificeis de definir - penumbra, morno, sombra, crepusculo, lusco-fusco, amanhecer e entardecer - talvez, porque elas em si, carreguem a dupla identidade do que são. Coisas indefinidas que nos colocam em dificuldade para definir o que realmente vemos, sentimos, queremos e acreditamos. E durante toda a vida transitamos, talvez, nem entre os polos, mas nas penumbras que dividem os opostos. Nem bom nem mau. Simplesmente humano.

Interseções em territorios neutros e vamos nos posicionando indefinidos.
Ah sim, mas por teimosia adoramos dizer que temos nossas posições e crenças de vida bem definidas. Mas como? A vida não é logica. Os sentimentos são os resultados de milhares de combinações. Sentimentos neutros. Percepções ilusórias.
Vemos o que acreditamos, verdades que são imaginarias. E assim também os sentimentos. O que hoje gostamos, amanhã odiamos. Conspiramos hoje contra os ideais de ontem. A razão desse momento é diferente da fé passada. Entristecemos com o que nos fazia felizes. Alegramos com o inesperado. Valorizamos o que antes desprezavamos.
Mudanças por todo o caminho. A paisagem nunca repete, fruto de uma trajetoria rica em detalhes. Certas coisas não se explicam, simplemente acontecem. Sempre existiram, apenas se tornaram claras.

Transitamos entre dias e noites, amanheceres e pores.
Se os objetos de odio hoje, foram os amores de ontem... o que dizer do amanhã?
Na penumbra ou no sol a pino - onde reside o caminho do meio? - As vezes, as perguntas são mais interessantes que as respostas. Vale apenas a observação e a reflexão.
Deixarei que as interrogações e as reflexões povoem os textos, mas nada disso se explica, apenas a mutabilidade a que nos expomos importa.
E não importa o sol, nem a noite, nem a penumbra.
E não importa nem a reflexão sobre as interrogações.
E não importa nem as diferenças entre amor e odio, tristeza e alegria, liberdade e prisão... porque qualquer resposta é apenas um conceito mutavel.

Então, sem mais analises, interseções até o proximo ciclo.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Objetivo Final - A Paz Interior

Objetivo Final
Desejamos posses. Antes do mundo ser declaradamente capitalista, neoliberal, egoísta ou qualquer outra nomenclatura que remeta a esse desejo de querer e ter consigo, a humanidade tem anseios. Mesmo que sejam aqueles básicos da pirâmide de Maslow, ou desejos do coração. Queremos ter algo. Uma casa que nos sirva de abrigo, segurança, referencia ou ate mesmo “status”, ou um carro que muito mais que transporte, ofereça segurança, confiabilidade, identidade social e afins. Até a opção de ter ou não uma companhia envolve questões sociais, afetivas, emocionais.
As questões são mais profundas, se perguntarmos os porquês embutidos em tais desejos, as respostas podem envolver respostas com envolvimentos mais íntimos.
Porque um carro que gere status? Auto-afirmação?
Porque uma casa que dê segurança? Suprimir medos?
Porque um amor na vida? Suprimir uma carência?
Porque uma viagem ao paraíso? Massagear o ego?
As resposta podem ser amplas, mas gerariam outras perguntas –
Por que auto-afirmação? Suprimir carência? Massagear o ego? Suprimir os medos?
E assim vamos mais fundo na nossa própria alma, e creio que chegaremos mais próximos do desejo comum de todas as pessoas, queremos coisas e posses para sermos felizes e alcançarmos a tão desejada paz interior!
Casas, carros, amor, emprego, relação com Deus, planos de saúdes, seguros de vida e automotivo, viagens, férias, família... no fundo só queremos PAZ e Felicidade.
Talvez você consiga outra resposta, afinal a resposta virá do seu interior. Mas ainda acredito, que mesmo uma pessoa que deseja vingança, a quer única e simplesmente para apaziguar seus fantasmas interiores e ter a desejada – Paz e Felicidade.
Não ter foco e tentar agradar a outros, é enganar a si mesmo. Uma pessoa religiosa que faz coisas simplesmente para agradar a sociedade e a Deus, e tira o foco de si, da sua felicidade e paz, estará no caminho errado, cansará de andar em círculos e não alcançar o objetivo principal da existência, que é – ser feliz. Qualquer idéia, qualquer ação, por mais nobre que seja, não será realizadora e engrandecedora se não te deixar feliz consigo.
A ciência confirma que nascemos como seres egoístas, focados em nós mesmos, na infância aprendemos a socializar, a ceder e compartilhar, mas a essência permanece como um animal enjaulado. E esse animal precisa ser alimentado. Então é melhor que saibamos domina-lo e a fazer as coisas pela nossa felicidade. Quer tornar o mundo um lugar melhor, amor o próximo, ter nossos bens... todas estas coisas, seja para a felicidade pessoal.
Algumas pessoas são bondosas, pro ativas, ajudam e fazem coisas pelos seus semelhantes e ainda assim são tristes. Foco errado. Estão fazendo as coisas por Deus, pelo social, e não por quem mais importa e sustenta a maquina da vida.
Recomendo que sinta feliz e realizado por suas posses e ações. Mas pergunte antes de tudo – preciso realmente disso para ser feliz?

Algumas coisas tornam-se extremamente importantes nesse aspecto – Conhecer a si mesmo, traçar seus objetivos e não si trair. Partindo do pressuposto que a pessoa já saiba quem é, o que quer, porque quer e como alcançará sua paz interior, vamos para a questão – Não trair a si mesmo.
Depois que identificar os por quês e traçar a meta, seja fiel a si, não permita que outras pessoas ou objetivos menores, fora de foco, desviem sua atenção ou impeçam seu caminho. Longe de ser uma apologia a Crowley, aqui encaro que altruísmo e fazer o bem, façam parte das metas para alcançar a felicidade e paz interior, impossível para uma pessoa de caráter ter paz, sacaneando ao próximo, portanto a relação consigo, envolve o ambiente externo, e que este esteja em harmonia.
A partir dessa separação de fatores, a fidelidade a si passa a ser mais importante e benéfica que a fidelidade a outros. A condução da vida começa a clarificar que não fecharemos ‘contratos’ ou afirmaremos relações que estejam fora do foco, e que se as relações existentes estiverem fora do objetivo final, elas poderão ser canceladas com a consciência tranqüila. Tranqüila por estarmos focando a paz interior e ambiental, mesmo que por determinado momento haja uma instauração do caos.
Quebras de promessas e contratos, desistências, trair relacionamentos, ir contra objetivos iniciais, desistir da fé, mudar de caminho – Tudo isso é permitido e aceito por uma consciência que almeja Paz. Não há motivos para continuísmos. A vida muda, ambientes externos, objetivos secundários mudam. A busca pelo EU interior é que deve ser imutável.. Estamos inseridos em um sistema enorme, repleto de EU’s, cada pessoa integrante desse mundo se relaciona com outras, há uma pluralidade de interesses – complexa! Praticamente incompreensível, caótica, difícil de harmonizar e tenho consciência de que há objetivos que fogem do senso comum, portanto, entendo e enfatizo que nem sempre a felicidade será plena, mas a luta pela paz interior e uma constante harmonização com o exterior deve ser constante.
A busca por essa harmonia entre o interior e exterior envolve conflitos e dissabores. Faz parte. Externamente, outras pessoas podem julgar o comportamente de abandonar um compromisso que não dá certo, ou sem futuro como traição ou descomprometimento – Claro, nem todo mundo entende os meus e os seus nobres objetivos. E lembre-se também que tem muita gente adulta que ainda esta descobrindo o mundo, seus caminhos, suas metas... e outros tantos que não fazem a mínima idéia de porque estão aqui. Boa comunicação e clareza nos atos são igualmente fundamentais. Lembrando que nem todo mundo consegue entender a si mesmo, querem satisfazer outros, seus egos, erroneamente pensam que devem e podem possuir casas, carros, bens materiais e pessoas.
Como disse Osho (e porque não dizer também de Sun Tzu? “tudo que pode ser medido e mapeado, pode ser destruido), nada que perece te pertence. Lembre-se disso, sua única posse é a tua consciência e seu caráter. Mutáveis, porem indestrutíveis (obvio, que isso (in)depende do que (e como) você acredita – como sempre, milhares de possibilidades).
Complexo! Alias, ninguém nunca disse que seria fácil....




foto - imagem do filme - Blade Runner

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Viciante...


Eu não tinha noção disso, mas café, aquela simples e inocente xicrinha, com aquele liquido negro, com seu aroma gostoso, liquido quente - ME PIRA!

Minha relação com o café anda ficando insustentavel.

Eu tomo café ao acordar, tomo café no meio da manhã para acompanhar a conversa sobre negocios ou sobre o futebol, tomo mais um depois do almoço pra espantar o avassalador sono da tarde e mais outro pra reafirmar a função dele - me manter ligado!

Só alegria! Se tomo um depois das 18hs - bye bye sono! Morpheus não me pega!

E daí comecei a perceber, que a ausencia dele me da dor de cabeça, me dá nos nervos, me pira devagar... Neosaldina pra dor de cabeça? Que nada, descobri que o que me sarava era a cafeína da formula. Então vou direto à fonte. A droga toda é essa - minha vida ta centrada em torno do café.
Doses homeopaticas de manutenção ao longo do dia.

Antes café que... sei lá... coca-cola? Guaraná em pó? Red Bull? Cocaína? Cigarros? Balinhas delicia? Tudo bem, vou diminuir isso. Não gosto de ninguém me dominando, nem de ficar dependente.
Acho que a xícara de café me escolheu dessa vez...
.

domingo, 24 de maio de 2009

momento e entrelinhas

Papel e Tinta - Era gostoso o tempo em que derramavamos nossas ideias assim. Eles firmavam as ideias e, grafologicamente, a letra tambem firmava carater, psico, personalidade. Tudo relatado. Não havia "setinha pra tras". Era rabisco, ou tudo sempre pra frente.
Maquina de Escrever - Ali ja assinalou a morte da grafia. Ficavam apenas as ideias. E com um corretivo, apagava-se os erros.
Teclado de PC - setinha pra tras, formatação de texto, inserir fotografias, fonte da letra, musica de fundo, pesquisa, links do google, videos, e toda uma parafernalia que as vezes desvirtua o conteudo real. Mas quem sabe, um dia destes não aparece um analista para textos da web?
Creio que muitos escritores anonimos conseguem transpor sua alma para estes blogs.
E ali ficam relatos de momentos, vidas, epocas...





É algo assim que anda acontecendo... mas, por mim, digo que as vezes faltam palavras, imagens e até a musica correta. Jogos de palavras podem dizer muitas coisas, há por aqui entrelinhas lotadas. O problema com as entrelinhas é que os leitores possuem experiencias diversas e acabam fantasiando coisas erradas sobre o autor.

As palavras de hoje são - Ciclo completo de vida, sequencia e continuidade, plenitude, medo, infinito e caos.
Todas essas palavras podem dizer muito, mas o Caos... assombra. É lindo, improvavel, insuportavel, mutavel, destrutivo e criativo. As improbabilidades infinitas ao proximo passo, muitos fatores descoordenados frente ao instante. Criamos em sonhos, e um massacre de realismo invade o ar. Talvez isso soe como um terror, mas pode ser, também, tão doce quanto um sonho que invade a realidade e nos faz levar a realidade como em um sonho.
O realismo que circunda, pode conter um mix lúdico, uma quimica alucinogena, que é chamada por vários nomes - Contentamento, amor, felicidade, paixão (outro nome do Caos?), alegria... (pensei em escrever algo sobre o contrario disso, mas entrelinhas felizes e otimistas não querem mais contrastes neste texto).
O que vejo é que a vida pode ser sempre absurdamente feliz e sem nexo, e que basta permitir!
Texto, momento e entrelinhas...

For Ever!

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Paixão, achismo e muita imaginaçao


No fundo as pessoas amam a sua imaginação.

Suas fantasias e aquilo que acham que o mundo é.

Amam os outros baseados em sues paradigmas. Nada real. Algo assim, eu acho que voce é assim e amam a isso.

Essa doce ilusão dura tres meses, um ano, tres anos, cinco anos, sete anos... e assim vai. Ilusão, Paixão, Amor... paradigmas eu digo!

Como alguem poderia amar alguem, sendo que esse alguem não sabe nem mesmo que ele é? E como esse alguem que não sabe quem é poderia te amar, sendo que você não sabe quem é?

Sabotagem, truque do espelho, ilusão, mentira, engano... Amor! - O amor é cego! (mas apalpa, rsrs).

Nesses momentos não cabe explicação nem racionalismos, simplesmente nossos cerebros processos entre neuronios, axiomas, sonhos, carencias, pensamentos e hormonios (estes comandas tudo) que aquele sorriso merece ser amado, que aquele olhar merece ser amado, que aquela voz merece ser amada, que aquele tesão merece ser suprido por tal pessoa.

É Maya, é ilusão.

Mas vivemos num mundo ilusorio, criamos simbolismos durante toda a vida, temos hormonios e isto não pode ser negado ou destruido por logicas e realismos - seria depressivo!

Então dê vazão à ilusão e ao mundo dos sonhos, pode dar certo.

Não questione - ceda!

Deixe que a paixão, achismo e muita imaginação seja o caminho do coração - quem sabe, conseguimos deixar que o outro se iluda e sonhe tal como nós?

Mundo Perfeito!

Encantamento simbiótico. Por contato, por osmose, por pele... e quem sabe, biologicamente, fagocitamos toda essa quimica.

O amor é lindo.

Mas nuncadevemos esquecer que do outro lado, ha uma pessoa que não sabe exatamente o que é, e o que quer, assim como nós.

Pro sonho não morrer, ceda!

Dê de si.

Dê aquilo que você acha que a outra pessoa acha que você é.... e é por isso que mesmo debaixo de esforços o amor morre. É corroído por duvidas, questionamentos e por não suportarmos a realidade alheia.

Destroços. Tudo acaba!

Acaba porque mesmo? - por não sabermos quem somos! por querermos satisfazer uma realidade ilusoria, por deixarmos de acreditar numa ilusão e queremos correr atras de uma realidade ficticia, uma projeção.

E é tudo ilusão.

O amor poderia ser sempre aquela coisa que vimos um dia - qualidades pelas quais nos atraimos, um sorriso, uma quimica, mil defeitos alheios e imperceptiveis. Defeitos estes que um abraço supriria.

Tudo que valia a pena era sentir o calor e a pulsação dos corações batendo juntos, respirar o ar que o outro exalava.

Mas a realidade dos defeitos tende a gritar em qualquer relacionamento. Ela berra! é uma aberração!

Defeitos são gritantes, escandolosos, esclerosados e que nos fazem juizes de relações.

Toda ilusão cai por terra em detrimento de outra pseudo realidade.

Afinal de contas, o que é a verdade?

Quando o proprio Jesus recebeu essa pergunta, ele se calou ou respondeu subjetivamente.


Eu assumo - a paixão, achismo e muita imaginação tornam a vida gostosa, segura... e povoa a terra harmoniosamente.


A pergunta é - pra que trocar de ilusão?

terça-feira, 12 de maio de 2009


Trilha sonora do dia... :)



Surfando Karmas & DNA
Engenheiros do Hawaii
Composição: Humberto Gessinger

Quantas vezes eu estive
cara a cara com a pior metade?
A lembrança no espelho,
a esperança na outra margem
Quantas vezes a gente sobrevive
à hora da verdade?
Na falta de algo melhor
nunca me faltou coragem
Se eu soubesse antes o que sei agora
erraria tudo exatamente igual...
Tenho vivido um dia por semana
acaba a grana, mês ainda tem
Sem passado nem futuro,
eu vivo um dia de cada vez
Quantas vezes eu estive
cara a cara com a pior metade?
Quantas vezes a gente sobrevive
à hora da verdade?
Se eu soubesse antes o que sei agora
iria embora antes do final...
Surfando karmas e DNA
eu não quero ter o que eu não tenho
não tenho medo de errar!
Surfando karmas e DNA
não quero ser o que eu não sou
eu não sou maior que o mar...
Surfando karmas e DNA...
na falta do que fazer, inventei a minha liberdade!!
Surfando karmas e DNA
não quero ter o que eu não tenho
não tenho medo de errar
Surfando karmas e DNA
não quero ser o que eu não sou
eu não sou maior que o mar
.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Entre Extremos - no meio


Ah, as duvidas e as incertezas...
como essas coisas causam danos - paralizam os pés, cegam a visão, travam as mãos, acelaram o coração, doem na cabeça e não permitem que voce siga.
Mas não só as duvidas e as incertezas fazem isso, as convicções e as certezas também.
A lista segue, posso dizer que orgulho, palavras, promessas, achismos, verdades-pessoais e aquelas que voce compra na esquina, conceitos e principalmente os pre-conceitos e inumeras reticencias e etceteras.

Lembrei daquela frase do Gessinger "Será a estrada uma prisão?" Eu acho que não, voce diz que sim.
Nem precisa apontar, cada um de nós sabe a resposta. Todos dizem que são livres, mas no fundo, sabemos que não, nos prendemos a nós mesmos - conceitos e experiencias.

Muita gente cria suas verdades pessoais e se apegam a elas. Para evitar esse laço, elimei essa palavra do meu vocabulario "verdade". O que existem são conceitos, sensos comuns e individuais, visões e perspectivas.

E eu me divirto entre extremos - no meio. Apenas observando como as pessoas caminham, como elas se travam, se perdem, deixam de viver... Pena! lá se vão sonhos pelos ralos, juventudes e a propria pessoa. Todo os dias nossos corpos perdem celulas, milhares delas, novas surgem... é a pessoa se reciclando, coisas velhas, celulas mortas indo pelo ralo. Porque não mandam também suas duvidas, verdades, conceitos e sensos pelo ralo também?

Dói ver óbvio e o claro vazio. O comodismo flui suave. E assim a vida flui sem dores... e até mesmo sem seus sonhos. Sobre os sonhos, ha que se dizer - todo mundo sonha, mas realizar nem todos.

E mais uma vez, entre os extremos opto pelo meio. Pela observação - Vendo os pés que estão travados. Vendo também que eu, ao mesmo tempo parei, apenas para observar e estou rindo de tudo isso!
3 X 4
Engenheiros do Hawaii
Composição: Humberto Gessinger

Diga a verdade
Ao menos uma vez na vida
Você se apaixonou
Pelos meus erros...
Não fique pela metade
Vá em frente, minha amiga
Destrua a razão
Desse beco sem saída...
Diga a verdade
Ponha o dedo na ferida
Você se apaixonou
Pelos meus erros...
E eu perdi as chaves
Mas que cabeça a minha
Agora vai ter que ser
Para toda a vida...
Somos o que há de melhor!
Somos o que dá pra fazer...
O que não dá pra evitar
E não se pode escolher...
Se eu tivesse a força
Que você pensa
Que eu tenho,
Eu gravaria no metal
Da minha pele
O teu desenho...
Feitos um pro outro
Feitos pra durar!
Uma luz que não produz
Sombra!
Somos o que há de melhor!
Somos o que dá prá fazer...
O que não dá pra evitar
E não se pode esconder...

sábado, 11 de abril de 2009

Desista!


"(...) Desista de discutir demais com as pessoas. Ter opinião é importante, mas não é necessário impô-la para os outros. As pessoas devem respeitá-lo por suas idéias, e não pela altura de sua voz.Desista de falar e pensar demais em você e preste atenção às outras pessoas. Ouça e observe, que você irá conhecer melhor os que estão á sua volta. E não apoie-se naquelas pessoas que querem te jogar para baixo.Desista de comer demais, beber demais, fumar demais. Os demais fazem mal.

E desista de falar nunca mais, se você tem certeza que irá fazer novamente.
Desista quando alguém lhe desrespeitar ou lhe trair.
Muitas vezes, é na traição que você vê a verdade em alguém.

Desista de escutar pessoas que querem te ferir, e de usar palavras que irão ferir quem gosta de você.

Desista de dividir um segredo.
De olhar-se demais no espelho.
Das doenças que você não têm, mas acha que têm.
Dos discursos longos, das palavras vazias.
Dos impulsos incontroláveis.
E das idéias impraticáveis.

Desista do comum e do ontem.
Do mesmo.
Do igual.

E não tenha medo de errar.
O novo faz parte da natureza humana, inevitável.
Que ele seja sempre bem-vindo."

(achei esse texto na internet, desconheço o autor)